BRASIL, Sudeste, SANTO ANDRE, Mulher, de 26 a 35 anos
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As pessoas mudam mesmo...

Ontem após o jogo da final da Libertadores, devido a sua enorme decepção com o resultado (só pode ser isso) escutei do Sandro o seguinte (vou escrever na íntegra nosso diálogo):

 

- Time de merda! – disse ele se referindo ao São Paulo.
- Muda pro meu! O Palmeiras é mais legal!
- Esse São Paulo só tem gente ruim, começando por esse viado do Rogério Ceni que se acha melhor que o São Marcos! Sempre tive uma certa simpatia pelo Palmeiras e acho que agora é a hora de mudar! Tem uma camisa aí?

- Tenho, claro. Mas você tem certeza disso?
- Tenho sim! Quero ser feliz!

 

E num ato rápido beirando o desespero ele tirou a camisa do São Paulo, jogou-a no chão e vestiu a verdinha!

 

Foi exatamente assim que aconteceu. Alguém duvida?

 

Então olha a foto e perceba o sorriso de felicidade dele!



Escrito por Alessandra às 10h46 AM
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Mãe é mãe

Minha mãe é estranha as vezes. E ontem eu fiquei pensando sobre isso.

Ela é super moderna para algumas coisas... e para outras ainda vive em 1956.

 

Por exemplo: Há tempos ela quer ser avó de novo (pq meu irmão já tem um filho de quase 6 anos). E fala pra eu arrumar uma netinha logo pra ela. Quando eu digo que é pra ela ter calma e esperar eu casar primeiro, ela diz que não está mandando eu me casar e sim ter um filho. Que é bem diferente.
Isso sempre fez eu me sentir bem, pq caso isso acontecesse não seria aquele escândalo na família, choradeiras intermináveis, acusações de irresponsabilidade e tals. Minhas amigas sempre a admiraram por causa disso dizendo aquela frase: “Poxa, queria que minha mãe fosse igual a sua!”

 

Por outro lado isso é complicado, já que eu nunca sei se ela pode aceitar ou não determinado comportamento meu.

 

Outro exemplo, mas esse é de quando ela não aceita.

Uns 3 anos atrás eu fui ao meu ex-colégio juntamente com meus amigos da época participar de uma gincana. A prova era que cada equipe participante teria que levar o maior número de pessoas possíveis de antigas equipes. Ok. Eu e meus amigos éramos do Alcoólica e fomos de bom coração ajudar uma destas equipes. Lá reencontramos outras pessoas que estudaram na mesma época e sob um sol escaldante resolvemos ir até uma lanchonete ao lado do colégio beber e comer alguma coisa.

Como estávamos numa galerinha de mais ou menos 20 pessoas, pedimos para o garçom colocar as mesas na calçada porque além de estar muito calor pra ficar lá dentro, também não caberia tanta gente numa só mesa.
Uns pediram lanches, outros porções... mas por unanimidade a bebida escolhida foi cerveja.
Pois bem... aí começou meu martírio.
Quando eu estava sentada e rindo relembrando os velhos tempos, minha mãe passa do outro lado da calçada me filmando num olhar 43 que fez gelar minha barriga e meus olhos lacrimejarem. Como dizem por aí: quem tem tem medo!

Quando cheguei na casa dela foi assim:
- Oi mamãe! Tudo bem?
- (apenas levantou a sombrancelha)
- Eu estava lá com a galera que estu..

- Que coisa mais vulgar!
- Mas a gente só estava conversando...
- Isso porquê eu odeio mulher bebendo cerveja em bar!
- Mas era uma lanchone...
- Não interessa! Eu odeio entrar numa padaria e ver mulher encostada no balcão bebendo cerveja! Fico até sem graça! Sinto vergonha por ela! Que decepção ver minha própria filha assim!

Bom... se eu fosse adolescente precisaria de uns 15 anos de terapia no mínimo pra livrar daquela culpa.

 

Como a minha tatuagem. É só uma estrelinha na nuca. Quase imperceptível a olho nu. Mas é definitiva.
Quando ela viu tive que jurar pelo que é mais sagrado na minha vida que era de henna. Ela acreditou. E nunca mais deixei ela tingir meu cabelo. Porque não estava dando mais pra usar a desculpa de que cada vez que eu ia pra praia eu a retocava... E ainda sob ameaça de que se eu a retocasse mais uma vez ela ia me deitar de bruços e tirar com bombril e álcool.

 

Bom... eu lembrei de tudo isso depois de ontem ter ido num boteco com uns amigos do Sandro. Boteco aqui é muito comum. As pessoas freqüentam normalmente, inclusive mulheres e moças e respeito, se é que me entendem.

E uma menina que estava junto pediu para um outro amigo tirar uma foto de mim, dela e de mais uma amiga.
A foto me paralisou por alguns segundos.
Eu percebi que estava num boteco com caixa de cerveja atrás do balcão, com um copo americano de cerveja e um cigarro na mesma mão e um taco e sinuca na outra.

Será que esta foto vale muito dinheiro? Elas nem imaginam o quanto eu pagaria no caso de uma chantagem.


Escrito por Alessandra às 04h45 PM
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Faltam 17 dias pra chegar em São Paulo de novo!
Dentre as coisas que quero fazer ao chegar essas são as mais importantes:

 

- Comer no Mc’Donalds (mais ou menos fazendo a dieta do palhaço);

- Ir até o Cinemark e assistir qualquer filme só pra lembrar de como é bom um cinema com som legal e pessoas civilizadas assistindo um filme em silêncio;

- Comer sashimi até entrar em coma alimentício;

- Arranjar um emprego o mais rápido possível;

- Rever minha afilhada, minha irmã que são crianças educadas e civilizadas;

- Matar a saudades de todos meus amigos queridos e toda minha família;

- Ir ao shopping e ver vitrines legais com roupas bacanas;

- Ser bem atendida em qualquer estabelecimento comercial e o vendedor entender exatamente o que estou falando;

- Arrumar um barraco pra poder ficar junto com meu amor;

- Comer um doce da Brunella;

- Tomar um porre com minhas amigas;

- Fazer churras na casa do Alemon com a galerinha do mal;

- Renovar minha carteira de motorista e dirigir pela Paulista no horário de pico só pra ver como os motoristas são espertos, ágeis e rápidos;

- Me ancapotar de roupas de frio (aí tem que torcer pro clima ajudar) e

- Dormir com barulhinho de chuva....

 

Será que em uma semana eu consigo fazer tudo isso?

E o tempo não passa....



Escrito por Alessandra às 04h06 PM
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