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Coisas

A alegria absoluta não vem acompanhada de sofrimento nem de angústias.

Já se sentiu tão mal a ponto desse sofrimento se transformar em dor física? É isso mesmo. Dor física.
Daquelas que você tem vontade de regredir aos 6 anos de idade e pedir para o seu pai ou a sua mãe assoprar porque está doendo?

Fiquei até pensando em somatização... o que será que isso pode me afetar? Uma gastrite? Uma cólica renal? Crise de enxaqueca?
Tomara que nada... estou sem plano de saúde e mesmo que tivesse teria medo de passar com qualquer médico nesta cidade...

Eu sempre digo que numa discussão, quando estamos nervosos, podemos até falar coisa que não devíamos, mas se a gente fala não é mentira.

Tem coisa pior que isso?
Tem.
Falar as coisas pela metade. Porque aí você tem todo o direito (e a imaginação permite) de ter pensamentos mirabolantes a respeito de tal coisa.
E depois que foi pensado uma vez não adianta dizer: “não foi isso que eu quis dizer” ou “você entendeu tudo errado”... Já era... ou melhor, já foi.

Ou as vezes você entendeu direitinho, só que não quer acreditar.

Também tenho consciência de que quanto mais o tempo passa, pior fica.
Pior porque o sofrimento diminui um pouquinho e você começa sentir raiva de si mesmo... aí vem a auto piedade.
Aquela vontade de fazer um buraco bem fundo no chão e se enfiar dentro dele e só sair na hora que ninguém mais lembrar do que aconteceu... nem você mesmo.
Ou pegar um busão sem destino e parar no fim do mundo, onde você não conhece ninguém e ninguém te conhece também e ficar lá isolado do mundo por uns dias até recuperar seus sentidos.


Mas a única coisa disponível no momento é ficar inerte aqui mesmo. Tentando atrapalhar o menos possível.



Escrito por Alessandra às 01h48 AM
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Novas que já são velhas

Depois de quase um ano....

Muitas mudanças e um pouco de preguiça me impediram de continuar escrevendo aqui.
Eu estava sentindo muita falta. Mas cada vez que eu pensava em escrever acabava desistindo porque não sabia por onde começar.
Então vamos começar com as primeiras mudanças.

 

Eu e meu amor decidimos por “n” motivos que seria melhor eu vir morar com ele aqui em Montes Claros/MG.
Minha mãe achou melhor não... meu pai deu a maior força... minha tia disse que seria um “test drive” pro casamento...
Meio arriscado...
Pé na estrada e vamos lá...

 

Primeiro mês ficamos num apart hotel e depois nos mudamos para um apê mobiliadinho com mais cara de casa...

A cidade apesar de ser grande, não tem quase nada pra se fazer a não ser comer e beber, beber, beber e beber.

Não arrumei emprego aqui. Coisas engraçadas acontecem por aqui a respeito disso, Na cidade uma agência de emprego funciona junto com uma eletrônica. Afffffffff deixa quieto... nem entrei.
Numa outra agência fui fazer uma entrevista. Porém a grande preocupação (ou exigência) do dono da agência que fez questão de acompanhar a entrevista era eu ser evangélica... Quando eu disse que não era seguiram as perguntas:
- Seu pai é evangélico?
- Sua mãe é evangélica?

Que bosta!!  Era essa a entrevista?
Imagina se eu tivesse dito que era espírita... tinha me colocado pra fora a vassouradas...
Perguntar sobre minha experiência profissional que é bom...

Então estou aqui sem trabalho. Virei dona-de-casa.
Limpo a casa, faço comidinha gostosinha pro meu amor e .... e... bom, essas são minhas atividades.

Não é fácil viver junto com alguém, mesmo que esse alguém seja o amor da sua vida. Mas esses pequenos problemas eu conto outro dia porque dá assunto pra mais um post.
Em compensação nada paga a gente dormir juntinho de conchinha todas as noites, ou assistir filme debaixo do edredon bem grudadinho e quentinho fazendo cafuné ou pedir uma pizza inteira de chocolate e come-la vendo Lost e rir das piadas insanas que ele tem nas horas mais impróprias possíveis. Como ele me faz rir!!! E isso é muito bom!

Já estamos com data marcada para voltar pra São Paulo. Será no comecinho de setembro.

Aí será outra etapa...



Escrito por Alessandra às 12h27 PM
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