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"Nenhuma soma de experiência pode provar que se tem razão, mas basta uma só experiência para se mostrar que está errado."



Escrito por Alessandra às 10h26 AM
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Mais uma da Funny

Não tenho como negar que meus dias ficaram mais alegres com a companhia da Funny.

Pra quem ficava sozinha o dia inteiro... apesar que ela dorme o dia inteiro... bom, de qualquer forma eu sei que tem alguém comigo e quando quero falar eu tenho uma desculpa para acordá-la.
Eu estava quase comprando uma bola, fazendo uma carinha e chamando de Sr. Wilson.

Tirando o susto que ela nos deu.
Ela sempre ficava no parapeito. Eu, claro, sempre a tirava e fazia escândalos quando a via lá, já que estamos no terceiro andar, mas o Sandro dizia: “Ela não vai cair não!!”

Estava eu e o Sandro jogando cartas e ela na janela...  de repente sumiu a Funny!
Começamos a procurá-la e nada...
O Sandro já tinha vestido a bermuda para achar um gato estatelado no chão lá embaixo e na hora que ele abriu a porta ela já estava lá.
Caiu... comecei a chorar porque quando eu mexia nela ela miava de dor.
Detalhe: era um domingo a noite e nesta cidade não tem veterinário de plantão.
Ligamos para um casal de amigos que mora aqui a mais tempo mas que estavam viajando em BH pedindo socorro. Eles sugeriram que procurássemos uma veterinária na casa dela (que fica ao lado da clínica). E lá fomos nós...
Eu chorando, a gata miando de dor e o Sandro sem saber o que dizer....cena cômica!
Ela não se machucou, não quebrou nada! Só ficou dolorida...e tomando vários remédios.

E essa semana marquei a castração dela. Ela vai operar segunda-feira e eu já estou nervosa. Com o coração na boca pra ser sincera.

Vamos ver o que vai dar...



Escrito por Alessandra às 11h21 AM
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Sacanagem...

Venho aqui me retratar humildemente e cheia de vergonha a respeito do post passado.

Era tudo uma farsa!!! Hahahahahahaha
Perfeito. O Sandro seria contratado para a próxima novela da Globo! (se ele gostasse de novela)
Ele mentiu sobre o George Foreman.

Só falou isso para eu parar de perguntar o que era o presente.
Agora, imagine a minha cara no momento que eu cheguei em casa do Inglês e vi o pacote em cima da mesa, um pacote pequeno, jamais caberia um grill ali.
Ele me comprou o box do filme Duro de Matar. Um dos filmes que eu mais adoro assistir e já devo ter visto umas 100 vezes cada um deles... e além de tudo é com o Bruce Willis, Bru para os íntimos.
Fiquei tão feliz. Tão aliviada...
Primeiro por ele não me enxergar como uma dona-de-casa e me dar um utensílio de cozinha...e segundo pelos filmes... que é muuuuuuuuuitooooooooo bom e eu curto pra caramba!
Mas fiquei com uma cara de não-sei-o-que-eu-falo-agora....   kkkkkkkkkkkkkkkkkk
Passada a minha vergonha e vários pedidos de desculpa por ter julgado-o mal já assistimos o primeiro e hoje está marcado para vermos o 2.
E ele mentiu até sobre o presente dele, para ficar mais convincente. Ele comprou a primeira temporada de “My name is Earl”, que já vimos um e parece ser muito engraçado também.

 

Meu amor! Obrigada por não ter me dado o Geroge Foreman!
Eu te amo!



Escrito por Alessandra às 02h03 PM
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Presente de Grego

Minha mãe sempre disse:

-Se me der de presente qualquer utensílio para casa eu quebro na cabeça de quem me deu.

Isso sempre foi suficiente para me lembrar de comprar roupa, jóias, perfumes e outras coisas em aniversário, Natal, dia das mães...

Eu acho justo. Afinal se der um liquidificador, um ferro, uma batedeira, vai facilitar a vida dela... mas seria um benefício para todos em casa...

 

Pois bem. Eis que meu “noivorido” me comunica que comprou um presente pra ele e outro pra mim na internet.
Uhuuuuuuuuu!!! Adoro presente!!!
Aí fiquei atazanando a vida dele pra me contar o que era o presente, com que letra começava, dei vários chutes pra ele me falar se estava quente ou frio: - É um DVD? Um CD? Um perfume?
E ele ria e dizia que não... mas que eu ia gostar muito!

Sou super curiosa e não conseguia parar de pensar...
Até que ontem tomando banho e ainda falando nesse assunto ele resolveu me contar o que ele comprou pra ele... um aparelho de DVD, com uma tela pequenininha de não-sei-quantas-polegadas.
Hum.... legal pra ele que gosta de tranqueiras em geral....

Aí ele me disse que quando foi comprar isso, a foto do meu presente apareceu ao lado deste na internet e por isso ele resolveu comprar também.

Só aumentou minha curiosidade.
Até que por fim ele diz:

- Comprei um George Foreman Grill!
- Um George Foreman Grill????  Hahahahahahahahahahaha…. Eu quebro na sua cabeça! (Achando que era mentira!)

- Você não gostou? Eu comprei do grande!
- Hahahahahahaha (ainda achando que era mentira!)

- Sério que você não gostou? Não acredito.... vc queria comprar um...

- Quando a gente casar colocamos na lista de presentes do casamento! (tentando faze-lo admitir que era brincadeira, já que quando fomos comprar o presente de casamento do meu primo ele disse que ia colocar na nossa lista de casamento a espada de Jedi)

- Agora a gente não vai mais precisar colocar na lista...
- Cê ta falando sério?? (nesse momento eu já estava indignada)
- Tô, ué...

- Mas isso não é presente pra mim!!!!!!
- Eu pensei que vc fosse gostar... (e saiu quase chorando do banheiro pra sala, resmungando que teria de comprar outra coisa pra mim agora)

 meu bom coração (de mãe) resolveu  consolá-lo... Fui lá e disse que era maior legal uhu!!
Mas mesmo assim eu não consegui conter minha crise de riso... Sabe aquele riso de desespero? Foi esse mesmo.
 



Escrito por Alessandra às 02h58 PM
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FunnyCat

Pois é. Voltamos para São Paulo e uns dias depois descobrimos que voltaríamos para Montes Claros!
Dois meses e alguns casamentos depois, estávamos aqui de novo.

Um amigo daqui ficou de ver um trabalho voluntário e meu amor me sugeriu um curso de inglês.
Ótimo! Assim eu vou ocupar meu tempo!
Mas não é por isso que eu resolvi escrever nesse blog abandonado (que não vai mais ficar tão abandonado assim).

 

Tudo começou no dia 17 de janeiro, uma quinta-feira normal até então.
Eu e meu lindo estávamos tranquilamente assistindo TV, quando um outro amigo chamou o Sandro para arrumar o carro na vaga porque ele não conseguia tirar as compras do carro.
Ok... fui euzinha que estacionei o carro, mas mesmo assim o Sandro desceu e aproveitou para ajuda-lo a carregar as compras.
Na hora que ele voltou e abriu a porta, escutei assim:
- Olha quem veio me seguindo desde lá de baixo...
Moramos no terceiro andar... e quando eu olhei era uma gatinha.... filhotinha... bonitinha.... com cara de carente e cara de fome.
Legal! Se não fosse pelo fato de eu não gostar de gatos. Nunca gostei muito. Cachorrinhos são meus amores, até tive um.

Mas não é por eu não gostar que eu judio... pelo contrário, odeio as pessoas que maltratam animais, seja qual for.

Pois bem, por isso mesmo, peguei uma tampinha de margarina que eu tinha acabado de jogar fora e dei leitinho.

Ela bebeu tudo. E ainda tinha cara de fome. Dei também um refogadinho de carne moída que eu tinha preparado para o pastel.
Ela também comeu tudo.
Aí, o Sandro que gosta de gatos começou a acariciá-la... e ela fazia cara de que estava gostando. Até que ela veio perto de mim, quase implorando por um carinho também. Eu me afastei.
Depois de ouvir meu noivo querido, resolvi passar a mãozinha nela. Ela ronronava sem parar. E a expressão de felicidade dela, então?

Pronto. Foi o suficiente para eu permitir que ela passasse a noite aqui em casa com a condição de que no dia seguinte, na hora que o Sandro saísse para o trabalho ele abriria a porta e, se ela fosse embora junto, esqueceríamos essa história toda.

No dia seguinte acordamos e vim direto para a sala vê-la. Ela estava bela e folgada no sofá da sala e eu sentia um cheiro de cocô bem forte.
Ela fez suas necessidades atrás do colchão de um dos quartos que estava de pé  encostado na parede... enquanto o Sandro tomava seu café da manhã eu limpava a sujeira.
Conforme o combinado ele abriu a porta e se despediu de mim com um beijo e ela olhando atrás das minhas pernas, ou seja dentro do apartamento.
Ele começou a descer as escadas e ela foi até a ponta da escada o olhando de cima e deu um leve miado como se quisesse se despedir também, deu meia volta e voltou para dentro do apartamento.
Eu não acreditava no que estava vendo... nem o Sandro que subiu de novo até o apartamento, rachando o bico.

Depois disso, só preciso dizer que no mesmo dia saí para comprar ração para gatos, liteira, granulado para colocar na liteira, pratinhos de comida, vermífogo, xampu (q foi usado no mesmo dia) e a batizamos de Funny.

No sábado já a levamos no veterinário, que disse que ela tem no máximo 3 meses, tomou a vacina e foi examinada.
Compramos caminha...

E eu preciso dizer também que é uma delícia tê-la aqui em casa, é uma delícia chegar e encontrá-la.

Eu estou apaixonada pela Funny. Ela é sem-vergonha, carinhosa, temperamental e adora fazer charme... e como é de praxe falar: - Parece que ela entende o que estamos falando! Hahahahahahahahaha
Olha ela aí nessa foto... não parece que esta fazendo pose?

 



Escrito por Alessandra às 02h04 PM
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As pessoas mudam mesmo...

Ontem após o jogo da final da Libertadores, devido a sua enorme decepção com o resultado (só pode ser isso) escutei do Sandro o seguinte (vou escrever na íntegra nosso diálogo):

 

- Time de merda! – disse ele se referindo ao São Paulo.
- Muda pro meu! O Palmeiras é mais legal!
- Esse São Paulo só tem gente ruim, começando por esse viado do Rogério Ceni que se acha melhor que o São Marcos! Sempre tive uma certa simpatia pelo Palmeiras e acho que agora é a hora de mudar! Tem uma camisa aí?

- Tenho, claro. Mas você tem certeza disso?
- Tenho sim! Quero ser feliz!

 

E num ato rápido beirando o desespero ele tirou a camisa do São Paulo, jogou-a no chão e vestiu a verdinha!

 

Foi exatamente assim que aconteceu. Alguém duvida?

 

Então olha a foto e perceba o sorriso de felicidade dele!



Escrito por Alessandra às 10h46 AM
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Mãe é mãe

Minha mãe é estranha as vezes. E ontem eu fiquei pensando sobre isso.

Ela é super moderna para algumas coisas... e para outras ainda vive em 1956.

 

Por exemplo: Há tempos ela quer ser avó de novo (pq meu irmão já tem um filho de quase 6 anos). E fala pra eu arrumar uma netinha logo pra ela. Quando eu digo que é pra ela ter calma e esperar eu casar primeiro, ela diz que não está mandando eu me casar e sim ter um filho. Que é bem diferente.
Isso sempre fez eu me sentir bem, pq caso isso acontecesse não seria aquele escândalo na família, choradeiras intermináveis, acusações de irresponsabilidade e tals. Minhas amigas sempre a admiraram por causa disso dizendo aquela frase: “Poxa, queria que minha mãe fosse igual a sua!”

 

Por outro lado isso é complicado, já que eu nunca sei se ela pode aceitar ou não determinado comportamento meu.

 

Outro exemplo, mas esse é de quando ela não aceita.

Uns 3 anos atrás eu fui ao meu ex-colégio juntamente com meus amigos da época participar de uma gincana. A prova era que cada equipe participante teria que levar o maior número de pessoas possíveis de antigas equipes. Ok. Eu e meus amigos éramos do Alcoólica e fomos de bom coração ajudar uma destas equipes. Lá reencontramos outras pessoas que estudaram na mesma época e sob um sol escaldante resolvemos ir até uma lanchonete ao lado do colégio beber e comer alguma coisa.

Como estávamos numa galerinha de mais ou menos 20 pessoas, pedimos para o garçom colocar as mesas na calçada porque além de estar muito calor pra ficar lá dentro, também não caberia tanta gente numa só mesa.
Uns pediram lanches, outros porções... mas por unanimidade a bebida escolhida foi cerveja.
Pois bem... aí começou meu martírio.
Quando eu estava sentada e rindo relembrando os velhos tempos, minha mãe passa do outro lado da calçada me filmando num olhar 43 que fez gelar minha barriga e meus olhos lacrimejarem. Como dizem por aí: quem tem tem medo!

Quando cheguei na casa dela foi assim:
- Oi mamãe! Tudo bem?
- (apenas levantou a sombrancelha)
- Eu estava lá com a galera que estu..

- Que coisa mais vulgar!
- Mas a gente só estava conversando...
- Isso porquê eu odeio mulher bebendo cerveja em bar!
- Mas era uma lanchone...
- Não interessa! Eu odeio entrar numa padaria e ver mulher encostada no balcão bebendo cerveja! Fico até sem graça! Sinto vergonha por ela! Que decepção ver minha própria filha assim!

Bom... se eu fosse adolescente precisaria de uns 15 anos de terapia no mínimo pra livrar daquela culpa.

 

Como a minha tatuagem. É só uma estrelinha na nuca. Quase imperceptível a olho nu. Mas é definitiva.
Quando ela viu tive que jurar pelo que é mais sagrado na minha vida que era de henna. Ela acreditou. E nunca mais deixei ela tingir meu cabelo. Porque não estava dando mais pra usar a desculpa de que cada vez que eu ia pra praia eu a retocava... E ainda sob ameaça de que se eu a retocasse mais uma vez ela ia me deitar de bruços e tirar com bombril e álcool.

 

Bom... eu lembrei de tudo isso depois de ontem ter ido num boteco com uns amigos do Sandro. Boteco aqui é muito comum. As pessoas freqüentam normalmente, inclusive mulheres e moças e respeito, se é que me entendem.

E uma menina que estava junto pediu para um outro amigo tirar uma foto de mim, dela e de mais uma amiga.
A foto me paralisou por alguns segundos.
Eu percebi que estava num boteco com caixa de cerveja atrás do balcão, com um copo americano de cerveja e um cigarro na mesma mão e um taco e sinuca na outra.

Será que esta foto vale muito dinheiro? Elas nem imaginam o quanto eu pagaria no caso de uma chantagem.


Escrito por Alessandra às 04h45 PM
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Faltam 17 dias pra chegar em São Paulo de novo!
Dentre as coisas que quero fazer ao chegar essas são as mais importantes:

 

- Comer no Mc’Donalds (mais ou menos fazendo a dieta do palhaço);

- Ir até o Cinemark e assistir qualquer filme só pra lembrar de como é bom um cinema com som legal e pessoas civilizadas assistindo um filme em silêncio;

- Comer sashimi até entrar em coma alimentício;

- Arranjar um emprego o mais rápido possível;

- Rever minha afilhada, minha irmã que são crianças educadas e civilizadas;

- Matar a saudades de todos meus amigos queridos e toda minha família;

- Ir ao shopping e ver vitrines legais com roupas bacanas;

- Ser bem atendida em qualquer estabelecimento comercial e o vendedor entender exatamente o que estou falando;

- Arrumar um barraco pra poder ficar junto com meu amor;

- Comer um doce da Brunella;

- Tomar um porre com minhas amigas;

- Fazer churras na casa do Alemon com a galerinha do mal;

- Renovar minha carteira de motorista e dirigir pela Paulista no horário de pico só pra ver como os motoristas são espertos, ágeis e rápidos;

- Me ancapotar de roupas de frio (aí tem que torcer pro clima ajudar) e

- Dormir com barulhinho de chuva....

 

Será que em uma semana eu consigo fazer tudo isso?

E o tempo não passa....



Escrito por Alessandra às 04h06 PM
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Coisas

A alegria absoluta não vem acompanhada de sofrimento nem de angústias.

Já se sentiu tão mal a ponto desse sofrimento se transformar em dor física? É isso mesmo. Dor física.
Daquelas que você tem vontade de regredir aos 6 anos de idade e pedir para o seu pai ou a sua mãe assoprar porque está doendo?

Fiquei até pensando em somatização... o que será que isso pode me afetar? Uma gastrite? Uma cólica renal? Crise de enxaqueca?
Tomara que nada... estou sem plano de saúde e mesmo que tivesse teria medo de passar com qualquer médico nesta cidade...

Eu sempre digo que numa discussão, quando estamos nervosos, podemos até falar coisa que não devíamos, mas se a gente fala não é mentira.

Tem coisa pior que isso?
Tem.
Falar as coisas pela metade. Porque aí você tem todo o direito (e a imaginação permite) de ter pensamentos mirabolantes a respeito de tal coisa.
E depois que foi pensado uma vez não adianta dizer: “não foi isso que eu quis dizer” ou “você entendeu tudo errado”... Já era... ou melhor, já foi.

Ou as vezes você entendeu direitinho, só que não quer acreditar.

Também tenho consciência de que quanto mais o tempo passa, pior fica.
Pior porque o sofrimento diminui um pouquinho e você começa sentir raiva de si mesmo... aí vem a auto piedade.
Aquela vontade de fazer um buraco bem fundo no chão e se enfiar dentro dele e só sair na hora que ninguém mais lembrar do que aconteceu... nem você mesmo.
Ou pegar um busão sem destino e parar no fim do mundo, onde você não conhece ninguém e ninguém te conhece também e ficar lá isolado do mundo por uns dias até recuperar seus sentidos.


Mas a única coisa disponível no momento é ficar inerte aqui mesmo. Tentando atrapalhar o menos possível.



Escrito por Alessandra às 01h48 AM
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Novas que já são velhas

Depois de quase um ano....

Muitas mudanças e um pouco de preguiça me impediram de continuar escrevendo aqui.
Eu estava sentindo muita falta. Mas cada vez que eu pensava em escrever acabava desistindo porque não sabia por onde começar.
Então vamos começar com as primeiras mudanças.

 

Eu e meu amor decidimos por “n” motivos que seria melhor eu vir morar com ele aqui em Montes Claros/MG.
Minha mãe achou melhor não... meu pai deu a maior força... minha tia disse que seria um “test drive” pro casamento...
Meio arriscado...
Pé na estrada e vamos lá...

 

Primeiro mês ficamos num apart hotel e depois nos mudamos para um apê mobiliadinho com mais cara de casa...

A cidade apesar de ser grande, não tem quase nada pra se fazer a não ser comer e beber, beber, beber e beber.

Não arrumei emprego aqui. Coisas engraçadas acontecem por aqui a respeito disso, Na cidade uma agência de emprego funciona junto com uma eletrônica. Afffffffff deixa quieto... nem entrei.
Numa outra agência fui fazer uma entrevista. Porém a grande preocupação (ou exigência) do dono da agência que fez questão de acompanhar a entrevista era eu ser evangélica... Quando eu disse que não era seguiram as perguntas:
- Seu pai é evangélico?
- Sua mãe é evangélica?

Que bosta!!  Era essa a entrevista?
Imagina se eu tivesse dito que era espírita... tinha me colocado pra fora a vassouradas...
Perguntar sobre minha experiência profissional que é bom...

Então estou aqui sem trabalho. Virei dona-de-casa.
Limpo a casa, faço comidinha gostosinha pro meu amor e .... e... bom, essas são minhas atividades.

Não é fácil viver junto com alguém, mesmo que esse alguém seja o amor da sua vida. Mas esses pequenos problemas eu conto outro dia porque dá assunto pra mais um post.
Em compensação nada paga a gente dormir juntinho de conchinha todas as noites, ou assistir filme debaixo do edredon bem grudadinho e quentinho fazendo cafuné ou pedir uma pizza inteira de chocolate e come-la vendo Lost e rir das piadas insanas que ele tem nas horas mais impróprias possíveis. Como ele me faz rir!!! E isso é muito bom!

Já estamos com data marcada para voltar pra São Paulo. Será no comecinho de setembro.

Aí será outra etapa...



Escrito por Alessandra às 12h27 PM
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Kid Abelha - Eu Tô Tentando
by George Israel / Paula Toller

EU TO TENTANDO LARGAR O CIGARRO
EU TO TENTANDO REMAR MEU BARCO
EU TO TENTANDO ARMAR UM BARRACO
Eu to tentando não cair no buraco

Eu to tentando tirar o atraso
Eu to tentando te dar um abraço
EU TO PENANDO PRA DRIBLAR O FRACASSO
Eu to brigando pra enfrentar o cangaço

EU TO TENTANDO SER BRASILEIRO
EU TO TENTANDO SABER O QUE É ISSO
EU TO TENTANDO FICAR COM DEUS
EU TO TENTANDO QUE ELE FIQUE COMIGO

Eu to fincando meus pés no chão
Eu to tentando ganhar um milhão
EU TO TENTANDO TER MAIS CULHÃO
Eu to treinando pra ser campeão

EU TO TENTANDO SER FELIZ
EU TO TENTANDO TE FAZER FELIZ

EU TO TENTANDO ENTRAR
EM FORMA
EU TO
TENTANDO ENGANAR A MORTE
Eu to tentando ser atuante
EU TO TENTANDO SER BOA AMANTE

Eu to tentando criar meu filho
Eu to tentando fazer meu filme
Eu to chutando pra marcar um gol
Eu to vivendo de rock'n roll



Escrito por Alessandra às 01h18 PM
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E continua...

Depois de super elogios sobre a perfomance das selecionadoras (incluindo a minha pessoa), e dizer que superamos as expectativas da Multinacional para a qual prestamos serviços, a grande descoberta: Tudo bloqueado! O orkut já estava, agora o msn e qualquer email particular também.
Hahahahahahhahahahahahahaha.

Pelo menos eu sou normal! Por enquanto...

Aí começei a ler uma reportagem na internet da revista Época. Segue o trecho:

SOLUÇÃO

Sobreviva ao chefe

Livro ensina a identificar variados tipos de chefes e a melhor maneira de lidar com eles


Ninguém sabe como ele chegou lá, mas a dura realidade não deixa dúvidas: chefes mal preparados existem aos montes, tornando um inferno a vida de seus subordinados. Como esforçar-se para mudá-los é quase sempre improdutivo, resta aprender a identificar cada tipo e traçar estratégias para conviver com eles. Esse é o mote de Como Trabalhar para um Idiota, de John Hoover. O autor, ex-executivo da Disney, se descreve como um chefe idiota em recuperação e dá dicas para identificação e convivência com eles.

Hoover identifica vários tipos de chefes. Os mais raros são, claro, os bons chefes, aqueles que se baseiam na premissa 'lidere como gostaria de ser liderado'. 'É surpreendentemente simples ser um bom chefe, o que me faz pensar por que mais chefes não se dedicam a isso', escreve. Os conselhos do livro passam longe de tentar enquadrar o comportamento desses chefes em padrões adequados de convivência, e sim fazer com que o trabalho perto deles seja minimamente suportável. Assim, ao sugerir que o funcionário diga ao chefe deus aquilo que ele quer ouvir, Hoover não faz apologia à submissão, mas sim traça estratégias para que a corda, que sempre arrebenta do lado mais fraco, continue intacta.

Chefe deus

está acima de tudo e de todos
conhece todas as coisas e está sempre certo
detesta que duvidem de sua 'natureza divina'
acha que quem não está com ele necessariamente está contra ele

Como agir
siga suas regras. Se isso for impossível, dê a ele a ilusão de estar sendo obedecido
perca algumas batalhas deliberadamente, mas não perca de vista a guerra
use frases do tipo 'você se importaria se...' Dá ao chefe a sensação de poder
faça pequenos agrados. Leve ao escritório seu biscoito preferido, ofereça um café

São seis tipos de chefes mas só o primeiro já basta.

Qualquer semelhança com a realidade...



Escrito por Alessandra às 03h33 PM
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Nick do meu amigo no MSN hoje:

AS VEZES ESTAMOS TAO ATOLADOS NAS COISAS ERRADAS, QUE QUANDO APARECE O CERTO A FAZER, PARECE ERRADO.

Sem mais.



Escrito por Alessandra às 11h44 AM
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Procurando um trampo novo

Trabalhar com gente louca é o ó como eu costumo dizer...

Deve ter sido uma praga que me rogaram ou sei lá o que.

 

Lembra da louca da Zenaide, minha ex-chefe? Então... ela é quase normal perto da minha atual.

É verdade. Chego a sentir saudades das conversas dela sobre as tão horríveis hemorróidas...

 

Cheguei a conclusão de que estou presa. Num regime semi-aberto, porém presa! Fico o dia todo aqui e vou dormir em casa.
Não se pode comparar com uma prisão... pq na prisão você pode conversar com o companheiro de cela e aqui não. Você tem direito a pelo menos um telefonema e aqui não. Se você ficar doente tem atendimento médico e aqui não se pode nem cogitar a marcação de uma consulta.

Parei de querer entender gente maluca e seus métodos para administrar/gerenciar sua própria empresa e seus funcionários.

Então é bem simples: Continuo mandando currículos em busca de um emprego legal, num lugar legal, com uma chefe normal, venho aqui pro trabalho, faço o que tenho que fazer (mal e porcamente e isso está acabando comigo) e recebo meu dinheiro no final do mês.

Já estou sorrindo para pessoas que eu nem mesmo falaria um bom dia, já estou sendo conivente com decisões nada profissionais, estou sentindo dores fortes de estômago (que eu não sentia a bastante tempo), minhas noites pioraram bastante, demoro para dormir, me dói a barriga e depois que eu durmo não consigo levantar de manhã, estou sentindo dores de cabeça, daquelas que fazem doer até a gengiva...

Fora que, ao me sentir triste com isso e ansiosa por várias outras coisas, estou comendo feito uma porca... já engordei e já perceberam.

 

FODA-SE!



Escrito por Alessandra às 11h01 AM
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QUANTO TEMPO DEMORA UM MÊS
Biquini Cavadão

Acordei com o seu gosto
E a lembrança do seu rosto
Porque você se fez tão linda

Mas agora você vai embora
Quanto tempo será que demora
Um mês pra passar

A vida inteira de um inseto
Um embrião pra virar feto
A folha do calendário
O trabalho pra ganhar um salário

Mas daqui a um mês

quando você voltar

A lua vai estar cheia

E no mesmo lugar


Se eu pudesse escolher
Outra forma de ser
Eu seria você

E a saudade em mim agora
Quanto tempo será que demora
Um mês pra passar

Ser campeão da copa do mundo
Um dia em Saturno
Pra criança que não sabe contar vai levar um tempão

Daqui a um mês

quando você voltar

A lua vai estar cheia

E no mesmo lugar



Escrito por Alessandra às 10h57 AM
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